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O Moleskine da vovó

O moleskine da Vovó!

O moleskine da Vovó!

Elegante, este antigo moleskine da vovó da Leticia, tem um capa daqueles papéis-tecido enfeitada com gravações, guardas de papel marmorizado, uma bolsa de percalux preto e o detalhe que adorei: uma pequena saliência onde colocar um lápis (ou caneta) pequenino. O miolo é um papel quadriculado que não coloquei a foto pois não podemos expor as intimidades de vovó na Web. Por quem me tomam?

PS: sim… nós esquecemos de fotografar o elástico original…

Cabeça de porongo

Achei a explicação exata para cabeça de porongo. Expressão usada, que eu saiba só no sul do Brasil, quando estamos com os miolos cansados, dor de cabeça, ou destrembelhados (cabeça-ôca), ou teimosos (cabeça-dura) e mais algumas coisas que não me ocorrem neste momento pois estou com a minha cabeça que é um porongo nestes últimos dias.

[...] Over the past few years I’ve had an uncomfortable sense that someone, or something, has been tinkering with my brain, remapping the neural circuitry, reprogramming the memory. My mind isn’t going—so far as I can tell—but it’s changing. I’m not thinking the way I used to think. I can feel it most strongly when I’m reading. Immersing myself in a book or a lengthy article used to be easy. My mind would get caught up in the narrative or the turns of the argument, and I’d spend hours strolling through long stretches of prose. [...]
Texto de Nicholas Carr, publicado no The Atlantic, sob o título: Is Google Making Us Stupid?

  • PS1: o texto é grande. Imprimi, minha poronguice está no auge…
  • PS2: achei um porongo que é a minha cara, mas preciso falar com a dona para ver se autoriza colocar o bichinho aqui.
  • PS3: A dona do porongo diz que o porongo não é dela, é emprestado, mas não lembra mais de onde… Ela diz que é dona mesmo é de uma caixinha de giz, ops! desta caixa de “gis”. Então ficamos assim se o dono, ou a dona do porongo aparecer e quiser o porongo de volta ou o merecido crédito, afinal é um porongo lindo por demais, é só deixar o recado aí embaixo. Obrigada. Essa história tá uma verdadeira porongueira, afe!

porongo

Convite

Jane Austen convida

Muito trabalho…

… mas com muito prazer, e a “ajuda” de Donnie que fiscaliza o cursor do mouse sempre que pode! Convite acima. E agora vou ver cair nos braços de Mr. Darcy, versão 1995, que ninguém é de ferro!

Donnie e Jane

O Moleskine dos outros

Chique, até dizer chega! este moleskine comemorativo da “champagne” Krug é mesmo lindo! Minha foto não faz justiça ao objeto.

Atualmente há muitos modelos Moleskines, além dos da própria Modo & Modo, como exemplo: capas personalizados a laser. No blog Livros e Afins, Alessandro Martins escreveu vários posts sobre Moleskines.

O meu Moleskine continua guardadinho… esperando inspiração, uma iluminação, um ataque de nervos talvez… para ser usado!

Não sou supersticioso…

mas lendo o artigo da Dona Flanela tenho que me render ao antigo adágio,

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…

Prazer, Donnie Darko, mas pode me chamar de Donnie Dark! Um adendo, Raquel é só minha dinda.

A Radio 3 da BBC

Quando descobri, na internet, a Radio 3 da BBC o primeiro programa que ouvi foi o Early Music Show. Fiquei encantada. Ouvi vezes a mesma apresentação! Essa é uma das vantagens da radio da BBC na internet, os programas ficam uma semana disponível. Se alguém quiser experimentar coloquei o link na “prateleira” aí ao lado.

O Early Music é apresentado por Catherine Bott e Lucie Skeaping aos sábados e domingos e é uma delícia, mas há muitos outros programas igualmente maravilhosos nas rádios da BBC.

O link do YouTube é apenas a voz – o que é mais do que suficiente – de Catherine Bott cantando Mad Maudlin, uma balada do século XVII de autor desconhecido.

Mad Maudlin

To find my Tom of Bedlam
ten thousand years I’ll travel,
Mad Maudlin goes with dirty toes
to save her shoes from gravel.

Yet will I sing bonny boys,
bonny mad boys,
Bedlam boys are bonny;
they still go bare
and live by the air,
and want no drink nor money.

I now repent that ever
poor Tom was so distain’d,
my wits are lost since I him crossed,
which makes me thus go chain’d.

Yet will I sing……

My staff hath murder’d giants,
my bag a long knife carries,
to cut mince pies from children’s thights,
with which I feed the fairies.

Yet will I sing……

I went to Pluto’s kitchen,
to beg some food one morning,
and there I got souls piping hot,
with which the spits were turning.

Yet will I sing……

Then took I up a cauldron
where boiled ten thousand harlots,
’twas full of flame, yet I drank the same
to the health of all such varlets.

Yet will I sing……

A spirit hot as lightning,
did in that journey guide me,
the sun did shake, and the moon pale quake,
as soon as e’er they spied me.

Yet will I sing……

No gipsy, slut or doxy
shall wind my mad Tom from me,
we’ll sleep all night, and with stars fight:
the fray will well become me.

Yet will I sing……

And when that I have beaten
the man in the moon to powder,
his dog I’ll take, and him I’ll make
as could not Daemon louder.

Yet will I sing……

Do álbum: “Mad Songs” (1992, L’Oiseau-Lyre)

The Age of Innocence, Edith Wharton

She sang, of course, “M’ama“! and not “he loves me,” since unalterable and unquestioned law of the musical world required that the German text of French operas sung by Swedish artists should be translated into Italian for the clearer understanding of English-speaking audiences.

Eu não gosto de capas de livros com imagens de filmes. Mas eu amo a Michelle Pfeiffer. E o Daniel Day Lewis também. E para completar o filme de 1993, de Martin Scorsese, é ótimo. E esta capa é/seria bonita não fosse os famigerados “Now a major motion picture” e “Winner of the Pulitzer Prize”, tudo em caixa alta e na primeira capa! Não poderiam ter colocado na quarta capa? Mas nada é simples como podemos perceber, começando por óperas.

The Age of Innocence de Edith Wharton é maravilhoso. Preciso ler pelo menos mais um de seu livros, aceito indicações. Vou procurar traduções, na minha corrida infrutífera contra o tempo, espero assim ganhar algum round…

  • Imagem: capa do meu exemplar da Collier Books devidamente recortada e “photoshopada”.
  • A citação: excerto do primeiro capítulo do livro referindo-se à ópera Fausto de Charles F. Gounod.

Bolo de comadre, \

Dei meu palpite – esta é a palavra certa – na série sobre blogues que Bruno Garschagen está escrevendo e depois fiquei matutando sobre o assunto.

Os primeiros blogues que conheci eram e ainda são como os diários antigos, cada um refletindo seu dono, com histórias tristes, alegres ou engraçadas e todos bem escritos. E há os totalmente irrelevantes que nem é preciso mencionar.

Depois passei para os blogues de noticias, política, arte e sobretudo livros. Finalmente, influenciada pelo amigo Rico, passei escrever um. Minto. Dois blogues. O Residence of Gods é uma lista do que acho na rede sobre livros e cercanias e portanto não é um diário. E este Pillow Book que não sei definir! É uma uma maçaroca sobre leituras? Fotografias caseiras? Capas de livros? Reclamações de serviços? Uma conversa de comadres?

Antigamente (sim, eu uso antigamente) as pessoas visitavam-se e cartas eram enviadas para longas distâncias. Depois veio o telefone. E agora temos a internet. Pronto! achei a definição. Somos as alegres comadres da Web!

Falando em comadres e amigas, lembrei do adorável As garotas do calendário e do Victoria Sponge “feito” pela personagem de Helen Mirren. Aqui entra o bolo da foto “feito” em um domingo em que a vontade comer doce era grande e a preguiça maior ainda. Minha mãe comprou um bolo pronto, eu bati as claras em neve e coloquei muuuuuito açúcar e na falta de bolinhas coloridas, canela em pó! Rimos muito desse pequeno auto-engano!

O Moleskine da Raquel

O Moleskine da Raquel

Era um desejo antigo. Pois é, agora tenho um Moleskine. Presente da Dona D que trouxe — morram de inveja — direto de Paris! Ainda não sei o que farei com ele. Só coloquei meu nome na página de guarda. Vou pensar… provavelmente uma das minhas intermináveis listas. Por enquanto continuo usando meus cadernos de notas. Obrigada menina!

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